É um excelente cenário para um filme de ficção científica… a chegada de uma nave espacial.
Serras enormes com barrocais. Só árvores e mato.

As montanhas circundam um pequeno vale onde, no centro, estão duas estruturas cor de metal. Uma quadrada, a outra, em frente, parece uma nave.

A quadrada, com algumas concavidades retilíneas no topo, é um hotel com janelas grandes que refletem as nuvens e a natureza bruta, agreste.

A nave, em formato cónico e estrutura metálica, é o balneário das Termas do Cró, da autoria do arquitecto Manuel Abreu que ganhou um concurso lançado pela Câmara Municipal do Sabugal.
Quem se aproxima do local, do alto da serra, sente-se tentado a parar o carro e contemplar as linhas futuristas das duas estruturas.
A surpresa e a curiosidade obrigam a uma paragem, pelo menos na entrada do complexo, para se perceber melhor os materiais e a estrutura da construção.

O complexo é recente.
Primeiro surgiu o espaço termal, em 2011.
O hotel começou a funcionar em 2015, complementando o serviço das termas.

Algumas dezenas de metros ao lado, o cenário deixa de ser futurista e passa a melancólico.
Junto a uma encosta estão as antigas instalações das termas, hoje ruínas.

Pode-se passear, ver os balneários, as casas onde dormiam os aquistas, a iconografia do regime, um tanque de água e uma fonte que ainda está a funcionar.
São vários edifícios, dispersos, que sobem a encosta e o abandono só é quebrado pelo telhado da capela da Senhora dos Milagres.
No passeio, a melancolia é quebrada pela Ribeira do Boi (há também quem a chame ribeiro do Cró), afluente do Rio Côa que se torna colorido após a passagem de uma ponte de pedras de granito, improvisada.

A Ribeira corre calma, com água límpida e, após a passagem improvisada debaixo de uma ponte de pedras de granito, o curso de água surge-nos quase todo coberto por um manto de flores.

Para esta zona, segundo o que foi noticiado, estava previsto a reorganização do espaço e a construção de um parque temático, denominado Parque dos Sentidos.

As termas do Cró ficam num lugar isolado, a 14 Km do Sabugal e entre as freguesias da Rapoula do Côa e do Seixo do Côa.
O acesso rodoviário é pela EN 324, que liga o Sabugal a Pinhel.
Sobre as Termas ver – As Termas do Cró: Tanto História Quanto Saúde, de Júlio Fernando da Costa Pinheiro publicado em Paisagens, Patrimónios e Turismo Culural.
O E.T. foi às termas de Cró faz parte do programa da Antena1 Vou Ali e Já Venho e pode ouvir aqui.
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