Museu do Côa – a varanda do maior museu ao ar livre do Mundo

O Museu do Côa está no topo de uma colina virado para a foz do rio Côa e leva-nos pelo serpentear do rio até alguns dos 80 sítios onde há gravuras rupestres do Paleolítico

Do terraço do museu vemos as silhuetas das encostas do Vale do Côa, uma imensidão de espaço que nos recorda que o Parque do Côa é o maior museu ao ar livre do Mundo e ao mesmo tempo uma varanda para magnificas paisagens.

Vista do terraço do Museu
Vista do terraço do Museu

Na verdade, é a varanda para dois patrimónios mundiais. O Douro Vinhateiro e as gravuras do Côa.

Conforme diz João Paulo Lucas, vice-presidente da Câmara de Vila Nova de Foz Côa, “os arquitectos Camilo Rebelo e Tiago Pimentel, sabiam bem o efeito do terraço no topo do edifício quando conceberam o projecto. É fabuloso. Os dois arquitectos acabaram por pensar para além do que pode ser visto dentro do museu. A parte de cima tem uma paisagem maravilhosa.”
site_museu_coa_DSCF5127O museu foi inaugurado em 2010. Pouco mais de uma década após a classificação das gravuras rupestres como Património Mundial da Humanidade.
site_museu_coa_DSCF5059Parte do edifício está soterrado na colina, as paredes são em betão com pigmentos minerais o que assemelha a textura ao xisto e facilita o enquadramento natural. “O museu foi concebido para estar na confluência do Douro com o Côa. Quem desce o rio Douro consegue vê-lo mas não cria grande impacto na paisagem. Ele está soterrado naquele planalto e tem umas vistas maravilhosas não só para o património vinhateiro como também para as gravuras rupestres.”

Interior do Museu
Interior do Museu

É um edifício amplo de dois pisos. Além do espaço museológico dedicado ao Parque do Côa e à arte rupestre em geral o interior reparte-se em várias salas para exposições.

site_museu_coa_interior_1474Um pormenor interessante é o de pequenas frestas nas paredes ou de algumas janelas termos vistas para as encostas. Para as amendoeiras, vinha e oliveiras. No rés do chão há uma passagem para o exterior.
Exterior do MuseuLeva-nos à encosta da colina onde temos uma vista panorâmica do Rio Côa e também da fachada do edifício.
Outra preocupação com o enquadramento natural do museu é a estrada de acesso ao parque. O caminho da cidade até ao Parque foi recuperado e quase toda a delimitação da via é feita por muros de xisto. “Nós somos uma terra de xisto. site_cabecalho_museu_coa_1447O xisto confunde-se com a história do Douro. A recuperação destes caminhos e estradas foi feita com xisto extraído da área do museu quando das obras.” O que dá um valor e uma beleza natural completamente diferente a quem visita o museu. “Tivemos cerca de 46 mil visitantes em 2017 e mais de 50 mil no ano passado.”

O Museu do Côa no topo da encosta
O Museu do Côa no topo da encosta

Um outro percurso interessante é descer ate à foz do rio Côa com o Douro. Um pouco antes, na ponte que atravessa o Côa, há um parque.
site_museu_coa_douro_1479Vale a pena parar, contemplar a natureza e olhar para o topo da colina e percebe-se bem a integração do museu na paisagem e como é uma varanda privilegiada para o maior museu ao ar livre do Mundo.
site_joao_paulo_DSCF0658Museu do Côa – a varanda do maior museu ao ar livre do Mundo faz parte do programa da Antena1, Vou Ali e Já Venho, e a emissão deste episódio pode ouvir aqui.

O Vou Ali e Já Venho tem o apoio:Af_Identidade_CMYK_AssoMutualistaAssinaturaBranco_Baixo

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