Pedro e Inês nos jardins da Quinta das Lágrimas

Coimbra tem mais encanto na hora dos amores e das lágrimas de Inês de Castro. site_jardim_q_lagrimas_fonte_2107A lenda de Pedro e Inês marca a cidade. Entre outras referências há o Jardim Quinta das Lágrimas com as fontes imortalizadas por Luís de Camões. site_jardim_q_lagrimas_fonte_hdrRelativamente próximo podemos passear pela ponte pedonal Inês e Pedro, o conjunto escultórico Sob o Signo de Inês está em frente do Jardim da Quinta das Lágrimas e o Mosteiro de Santa Clara a Velha que é marcado pela presença da rainha Santa Isabel e também pela D. Inês onde recebia os bilhetes enviados por D. Pedro.
site_jardim_q_lagrimas_fonte3_hdrO epicentro é o Jardim da Quinta das Lágrimas. Duas simples fontes. A dos Amores, local de encontros apaixonados e discretos entre D. Pedro e D. Inês e a Fonte das Lágrimas, a representação da morte de Inês ao ser assassinada em 7 de Janeiro de 1335..
site_jardim_q_lagrimas_fonte_2077As lágrimas da sua morte são eternas no vermelho das algas que estão na fonte que Camões baptizou nos Lusíadas, “as lágrimas são água e o nome amores”.
Fonte das LágrimasA Fonte das Lágrimas corre para um tanque de água.

O lugar é mais sombrio. Diz Cláudia do Vale, responsável pelo Jardim da Quinta das Lágrimas que “na Fonte das Lágrimas estão as marcas que atiçam a imaginação dos poetas e cronistas e fazem nascer a lenda da morte”.
site_jardim_q_lagrimas_fonte_2081De facto, estão lá as algas e a fonte tem a forma de cruz, como sinal do local de morte. A Fonte dos Amores destaca-se pelo arco neo-gótico.
site_jardim_q_lagrimas_fonte2_hdr“O enquadramento com o pórtico e do outro lado a figueira da Austrália ajudam a compor o cenário e enriquecem a fotografia. A Fonte das Lágrimas é mais discreta mas é aí que está a tragédia.”
site_jardim_q_lagrimas_fonte_2089Em poucos metros, num ambiente romântico e escondido da cidade, temos os dois grandes momentos da lenda: o amor e a tragédia. “A Fonte dos Amores é um palco de elementos felizes e apaixonados de D. Pedro e D. Inês e a Fonte das Lágrimas é o local da morte.”

site_jardim_q_lagrimas_2137O espaço também é muito interessante do ponto de vista botânico. É igualmente um filme no tempo do jardim. A Fonte dos Amores e a Fonte das Lágrimas do século XVI, e a enorme figueira da Austrália. Figueira da AustráliaAs sequóias, plantadas pelo Duque de Wellington, fazem parte de um passado mais recente.

Anfiteatro na Colina Camões
Anfiteatro na Colina Camões

A contemporaneidade é marcada pelo anfiteatro na Colina Camões da arquiteta paisagista Cristina Castelo Branco.
site_jardim_q_lagrimas_2138Muitos destes elementos podem ser vistos observados junto das duas fontes porque temos uma vista panorâmica.
Os jardins têm quase 18 hectares. O património botânico é assinalável e pontua o percurso dos visitantes.

Sequóias de Wellington
Sequóias de Wellington

Além da figueira da Austrália e das sequóias de Wellington temos dois jardins. Um romântico, do século XIV, e uma réplica de um jardim medieval da autoria da arquiteta Cristina Castelo Branco.
site_jardim_q_lagrimas_2084Uma outra particularidade dos Jardins é a riqueza em água. “Está praticamente em todo o lado. Por outro lado, foi a água que ditou a história deste local porque a Rainha Santa Isabel construiu o Cano dos Amores para levar água daqui até ao Mosteiro de Santa Clara a Velha e foi onde começou a história do romance dentre D. Pedro e D. Inês.”
site_jardim_q_lagrimas_2130Os jardins podem ser visitados como também a mata que fica um pouco mais acima e onde há um miradouro para a Universidade de Coimbra.

Sob o Signo de Inês
Sob o Signo de Inês

O passeio fica completo com a visita ao Mosteiro de Santa Clara a Velha, ao conjunto de cinco esculturas designado Sob o Signo de Inês, na Rotunda das Lajes e a travessia no Mondego pela ponte pedonal Pedro e Inês. site_coimbra_mondego_2162A passagem entre as duas margens oferece perspectivas únicas da cidade e do rio Mondego.

Cláudia do Vale
Cláudia do Vale

Pedro e Inês nos jardins da Quinta das Lágrimas faz parte do programa da Antena1, Vou Ali e Já Venho, e pode ouvir aqui.

O Vou Ali e Já Venho tem o apoio:
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