É um percurso para toda a família e atrativo para um vasto grupo de interesses. A natureza, passadiços, uma ponte pedonal suspensa, baloiços e miradouros. Nos 3,6km do Trilho da Barca d’Amieira temos muito com que nos deslumbrar.

O percurso é linear. Os extremos são o cais da Barca d’Amieira, que faz a travessia do Tejo, ou próximo da barragem do Fratel.

Se iniciarmos o percurso na zona da Barca temos o aliciante de podermos atravessar o Tejo e no meio do trajeto termos uma perspectiva do rio e da harmonia da natureza.

Se começarmos próximo da  barragem iniciamos o percurso nos passadiços que foram inaugurados este ano e podemos disfrutar de uma vista panorâmica para um dos sinais mais marcantes do engenho do Homem, as enormes comportas da barragem.

Por outro lado, a observação é feita num miradouro suspenso numa encosta rochosa e com parte do piso em vidro. É um dos destaques do percurso e “é bastante engraçado. Também os baloiços.

Dá para tirar umas fotografias engraçadas. Andámos um bocadinho no baloiço. Tem uma vista fantástica para o rio e a paisagem é excelente.”

As palavras são de uma jovem família que se deslocou de propósito de Alter do Chão para visitar o trilho.

O baloiço a que se referem, na verdade, são dois e estão localizados num dos pontos mais interessantes do percurso. Na encosta de um monte com uma larga vista para o rio Tejo e para a foz da ribeira de Figueiró.

A travessia sobre a ribeira é numa ponte pedonal suspensa que ficou na memória de Leonel Carmo. Na companhia da mulher estava a completar o trilho e ficou bem impressionado com a experiência.

“Os passadiços são muito giros, é muito lindo e tem uma paisagem maravilhosa. Passar a ponte é que é um pouco mais complicado”. No entanto,  os receios não eram partilhados pela mulher, “não é muito difícil, a gente é que tem um pouco de medo.”

A ponte suspensa tem, talvez, trinta metros de comprimento e está praticamente no final dos passadiços.
O restante trajeto do trilho, quase três quilómetros, é feito num caminho que acompanha o rio. Antes era usado para pessoas ou animais puxarem os barcos com cordas, por isso, tem o nome de Muro de Sirga.

Se tivermos sorte assistimos à passagem do comboio na outra margem.
Por vezes há pescadores em pequenos barcos.
Num cenário um pouco mais aberto e emoldurado pela ponte metálica dos caminhos de ferro vemos mais à frente o rio Ocreza a irmanar-se com o Tejo.

Em particular nesta parte do percurso o que nos envolve é a natureza. “É excelente, essencialmente na zona do caminho de pedra, há uma zona linda. Uma zona aberta com árvores nos vários lados, é linda. Foi muito bom vale a pena.!

Jacinta e Leonel moram em Lisboa, são de Castelo de Vide, e também salientam várias esculturas que estão colocados ao longo do trilho, aproveitando materiais locais ou construídas em metal, em tamanho grande e visíveis de longe, como “a formiga, a raposa, javali, a cegonha e a garça real.”

Ao final do dia várias espécies de aves sobrevoam o Tejo e podemos acompanhar o voo a partir de vários pontos de observação nos passadiços.

O trilho é feito em hora e meia a duas horas. O grau de dificuldade é baixo, pode ser feito em qualquer estação do ano. Com sol leve chapéu e água. Com chuva cuidado com o piso escorregadio.
Há estacionamento junto à barragem do Fratel e a na Barca d’Amieira.

Trilho da Barca d’Amieira com “serviço completo” faz parte do programa da Antena1 Vou Ali e Já Venho e a emissão deste episódio pode ouvir aqui.

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